Fernando Alonso saiu em defesa da estratégia da Aston Martin de não levar atualizações ao GP de Miami. O espanhol explicou que, no cenário atual da Fórmula 1, insistir em pequenos ganhos pode significar apenas desperdício de recursos do teto orçamentário e afirmou que a equipe optou por priorizar soluções estruturais para o carro e só pretende introduzir um pacote relevante no segundo semestre.
A decisão chamou atenção no paddock, especialmente pelo intervalo de cinco semanas entre os GPs do Japão e de Miami. Enquanto equipes como Ferrari, McLaren e Red Bull levaram pacotes extensos, a Aston Martin focou esforços em outro problema crítico: as vibrações que vinham afetando o desempenho desde o início da temporada. Um chassi chegou a ser enviado a Sakura pela Honda para investigar e tentar mitigar a questão.
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Na pista, Alonso indicou que houve progresso nesse aspecto, com redução das vibrações a um nível mais aceitável. O espanhol terminou a prova de domingo (3) no 15º lugar, melhor marca pessoal no ano, e a equipe conseguiu, pela primeira vez, superar os carros da Cadillac na classificação.
O bicampeão deixou claro que a ausência de atualizações não é fruto de falta de desenvolvimento, mas sim de uma escolha estratégica diante da realidade competitiva da equipe no grid. Segundo Alonso, a Aston Martin ocupa o fundo do pelotão com uma diferença significativa para os adversários diretos, o que torna ineficaz qualquer evolução incremental.

“Estou em paz porque entendo a situação. A equipe explicou que, se trouxermos um ou dois décimos por corrida, não muda nossa posição. Estamos em 19º ou 20º, e o próximo carro está 1s à frente. Mesmo que ganhemos 0s2 por corrida, isso não muda nada, e ainda gera um grande impacto no sistema e no teto orçamentário”, explicou.
“Até termos um ganho de 1s5 ou 2s, é melhor não colocar nada em produção, porque seria rasgar dinheiro. Vamos dar passos em dirigibilidade, mas não em performance por enquanto”, reforçou.
Alonso também alertou que o curto prazo será desafiador, com corridas repetindo o mesmo panorama de desempenho, mas garantiu que há comprometimento interno para uma reação na segunda metade do campeonato.
“A mensagem é clara: não teremos atualizações até depois do verão. Então não precisamos falar sobre as expectativas no Canadá ou na Áustria porque a resposta será sempre a mesma. Temos de administrar isso, mesmo com a frustração natural. Mas estamos tranquilos, o compromisso de todos é fazer uma segunda metade de temporada melhor e vamos trabalhar para isso”, concluiu.
A Fórmula 1 volta de 22 a 24 de maio, com o GP do Canadá, quinta etapa da temporada 2026
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Fonte original: Grande Prêmio