A Andretti deu mais um passo importante para definir o futuro na Fórmula E. Após o anúncio do fim da parceria com a Porsche, o chefe da equipe norte-americana, Roger Griffiths, confirmou que já o contrato com o novo fornecedor de trem de força para a era Gen4 já foi assinado e os preparativos para a próxima geração da categoria elétrica já começaram. Embora o nome da fabricante ainda não tenha sido oficializado, a tendência é de que a nova parceira seja a Nissan.
Segundo informações publicadas anteriormente pelo portal The Race, Andretti e Nissan costuram há meses uma aliança para o próximo ciclo técnico da Fórmula E. O chefe da equipe não confirmou diretamente o acordo, mas indicou que os trabalhos já estão em andamento para a adaptação ao novo projeto.
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Em entrevista concedida ao Formula E Notebook, Griffiths explicou que a Andretti já começou o processo de integração com o novo fabricante, além das negociações paralelas com os fornecedores homologados pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para a era Gen4.
“Existem dois aspectos: onde você está com o fabricante escolhido e com os fornecedores da FIA. O fluxo de informações entre fabricante e cliente só começa depois da assinatura dos contratos, dos acordos de confidencialidade e tudo mais. Estamos trabalhando nos acordos com fornecedores únicos, como Spark, Podium e Bridgestone”, explicou.

Segundo Griffiths, a equipe já começou a receber dados técnicos importantes do novo fornecedor para acelerar a adaptação ao novo carro, especialmente porque a mudança exigirá uma reformulação completa dos simuladores e da estrutura operacional após o encerramento da atual temporada.
“Tudo está em uma posição boa e já começamos a receber informações deles, porque haverá uma montanha enorme de trabalho pela frente. Ainda temos o restante desta temporada para disputar e todos vão tentar ser o mais competitivos possível”, afirmou.
“Logo na segunda-feira após Londres, teremos de desligar completamente o Gen3 e mudar para o Gen4. Os simuladores precisam ser convertidos para o novo pacote. Se você muda de fabricante, existe um trabalho gigantesco para desenvolver novas relações e entender a nova tecnologia. Muita coisa precisa acontecer, e já começamos a ver isso acontecendo”, acrescentou.
Caso a parceria com a Nissan seja confirmada oficialmente, a Andretti terá trabalhado com três grandes fabricantes diferentes na Fórmula E. A equipe norte-americana optou por competir com o trem de força padrão criado pela Spark ao longo de toda a era Gen1 — a unidade era mandatória na temporada inaugural, mas equipes e montadoras foram liberadas para desenvolver o próprio equipamento a partir de 2015/16. Após esse período, se uniu à BMW para a Gen2. Na virada para a era Gen3, firmou parceria com a Porsche e agora deve migrar para a montadora japonesa.

A relação com a marca alemã rendeu resultados importantes. O principal deles foi o título conquistado por Jake Dennis na temporada 2022/23. Mesmo com a separação encaminhada, Griffiths destacou que a Andretti pretende conduzir a transição de maneira respeitosa com a fabricante alemã.
“Queremos fazer as coisas da maneira correta, porque temos muito respeito pelo atual parceiro e tivemos muitos sucessos juntos. É bem conhecido que tivemos alguns desafios e estamos seguindo caminhos diferentes, mas queremos fazer isso da maneira certa”, disse.
“Isso é muito importante para mim pessoalmente. Este e outros paddocks do automobilismo são ambientes muito próximos, e você nunca sabe o que pode acontecer no futuro. Não queremos desagradar ninguém ou queimar pontes pela empolgação de partir para algo novo”, seguiu.
Por fim, Griffiths comentou sobre o cenário dos times clientes na Fórmula E. Ele reconheceu que o aumento da complexidade técnica dos carros Gen4 exigirá relações muito mais próximas entre equipes independentes e fabricantes.

“O requisito do Gen4, pelo aumento do envolvimento dos fabricantes e da complexidade do carro, faz com que você precise de uma relação muito forte de trabalho e extremamente aberta. Não diria acesso totalmente irrestrito a tudo, mas precisa ser algo muito aberto para que todos consigam extrair o máximo do projeto”, analisou.
“Acreditamos que tomamos a decisão correta. Até agora, as conversas têm sido muito produtivas e abertas. Ambos os lados estão extremamente empolgados para trabalhar juntos. É o melhor começo que poderia pedir”, finalizou.
A Fórmula E volta neste fim de semana com a rodada dupla do eP de Mônaco, entre os dias 15 e 17 de maio. A categoria elétrica corre pelo tradicional circuito montado nas ruas de Monte Carlo, o mesmo utilizado pela Fórmula 1. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.
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eP de Mônaco da Fórmula E: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique
| Data | Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Sábado (16) | Treino livre 1 | 2:30 | 4:30 | 6:30 | 7:30 |
| Sábado (16) | Treino livre 2 | 4:10 | 6:10 | 8:10 | 9:10 |
| Sábado (16) | Classificação | 5:40 | 7:40 | 9:40 | 10:40 |
| Sábado (16) | Corrida | 10:05 | 12:05 | 14:05 | 15:05 |
| Domingo (17) | Treino livre 3 | 3:30 | 5:30 | 7:30 | 8:30 |
| Domingo (17) | Classificação | 5:40 | 7:40 | 9:40 | 10:40 |
| Domingo (17) | Corrida | 10:05 | 12:05 | 14:05 | 15:05 |
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Fonte original: Grande Prêmio