Jenson Button destacou os desafios mentais enfrentados pelos pilotos da Fórmula 1 em meio à pressão constante da categoria e citou Oscar Piastri como o principal exemplo atual. O campeão mundial de 2009 afirmou que a exigência psicológica da F1 se torna ainda maior diante de um calendário intenso, da cobrança por resultados e da necessidade de lidar com derrotas com frequência.
Durante participação no podcast “Beyond The Grid”, o britânico refletiu sobre a própria trajetória na categoria. Button disputou 309 GPs e venceu 15 corridas, usando os números para explicar como até pilotos extremamente bem-sucedidos convivem mais com derrotas do que com vitórias.
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“Tudo se resume a perder mais do que ganhar. Conversei com Roger Federer no ano passado sobre esporte e o lado mental dele, e ele disse que era o tenista mais bem-sucedido de todos os tempos e perdeu 75% das partidas, mas ainda assim apontou que era um ótimo retrospecto”, afirmou.
“Na Fórmula 1, disputei 300 corridas e venci 15. Então, perdi 285. Lewis Hamilton, extraordinário pelo que conquistou, também perdeu muito mais do que ganhou. É por isso que qualquer esporte é mentalmente difícil, porque você perde mais do que vence”, acrescentou.
Na sequência, Button apontou Piastri como o piloto com quem mais se identifica atualmente. O inglês elogiou o foco e a dedicação do australiano, mas avaliou que o aspecto mental pesou na perda de rendimento na temporada passada, quando liderava o campeonato com 34 pontos de vantagem a dez corridas do fim e acabou pressionado por Max Verstappen e Lando Norris.

“Em alguns momentos da minha carreira, eu não estava mentalmente presente. Não era forte o suficiente em certas situações. Não quero culpar o Piastri por isso, mas no ano passado houve momentos em que senti que ele não conseguiu extrair o melhor de si, e às vezes você acaba se retraindo. Mas é ótimo vê-lo com muita dedicação e foco”, analisou.
Por fim, Button também elogiou o trabalho de Ross Brawn — chefe da Brawn GP no título mundial de 2009 — pela postura nos períodos mais difíceis da carreira e destacou a importância da escuta dentro dos paddocks da F1.
“Acredito que a calma dele foi determinante nos dias difíceis. Não acho que alguém possa te transformar em um piloto melhor, porque cabe a você resolver seus próprios demônios. Mas as pessoas podem ouvir, e é isso que um líder precisa fazer. Escutar os problemas do piloto sem ser excessivamente opinativo”, concluiu.
A Fórmula 1 volta de 22 a 24 de maio, com o GP do Canadá, quinta etapa da temporada 2026.
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Fonte original: Grande Prêmio