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Diretor da Audi avalia início de temporada da equipe na Fórmula 1 - Esporte News Mundo

Audi admite dificuldades com motor na F1 2026, mas mantém confiança em projeto de longo prazo após GP de Miami. Saiba mais.

Diretor da Audi avalia início de temporada da equipe na Fórmula 1 - Esporte News Mundo
Carro da Audi, guiado por Gabriel Bortoleto, no GP de Miami (Foto: reprodução/Instagram/@audif1)

A Audi encerrou o GP de Miami de Fórmula 1 com sentimentos mistos sobre seu início na categoria em 2026. A equipe alemã, que vive sua temporada de estreia como construtora oficial, demonstrou potencial competitivo no desempenho aerodinâmico do carro, mas voltou a sofrer com graves problemas de confiabilidade na unidade de potência durante o fim de semana nos Estados Unidos.

O caso mais emblemático aconteceu ainda na classificação, quando o carro de Gabriel Bortoleto apresentou um princípio de incêndio após falha mecânica. Além disso, Nico Hulkenberg abandonou novamente a corrida, ampliando a sequência de problemas enfrentados pela equipe desde o início do campeonato. Apesar disso, a Audi acredita que o projeto ainda está em uma fase natural de aprendizado.

Em entrevista ao site oficial da Fórmula 1, o novo diretor de corridas da equipe, o ex-piloto Allan McNish, adotou um discurso de cautela e longo prazo ao analisar o momento da escuderia.

Allan McNish, diretor de corridas da Audi (Foto: reprodução/Instagram/@allanmcnish)
Allan McNish, diretor de corridas da Audi (Foto: reprodução/Instagram/@allanmcnish)

“Temos que ser realistas. Nós somos os novatos no pedaço. Estamos precisando aprender bastante dentro e fora dos circuitos; então, dessa perspectiva, acho que onde estamos no momento é um início muito bom”, afirmou.

Mesmo com apenas dois pontos conquistados no Mundial de Construtores, graças ao nono lugar de Bortoleto na Austrália, a Audi entende que o carro possui qualidades importantes. Internamente, a percepção é de que o chassi e o pacote aerodinâmico conseguem entregar desempenho suficiente para disputar posições no Top 10 quando a confiabilidade permite.

“Do ponto de vista do carro, acho que eles fizeram um trabalho muito bom. Eu não sei se muitas pessoas estavam esperando a gente aparecer com tanta força”, destacou McNish ao site oficial da Fórmula 1.

O principal problema, porém, segue sendo o motor desenvolvido pela própria fabricante alemã. Segundo o dirigente, a equipe ainda está longe de extrair o máximo da unidade de potência.

“Em relação à unidade de potência, esse é o maior e mais difícil trabalho, sem dúvidas. Chegando aqui pela primeira vez, há muito aprendizado a ser feito. Não acredito que estejamos na nossa melhor performance neste momento”, explicou.

A situação também evidencia o desafio enfrentado por Gabriel Bortoleto em sua temporada de estreia. O brasileiro vem sendo constantemente prejudicado por falhas mecânicas, incluindo problemas de câmbio, pressão de ar e até incêndios no carro, mas ainda assim consegue apresentar desempenho competitivo em alguns trechos das corridas e classificações.

Gabriel Bortoleto, piloto brasileiro da Audi (Foto: reprodução/Instagram/@gabrielbortoleto_)
Gabriel Bortoleto, piloto brasileiro da Audi (Foto: reprodução/Instagram/@gabrielbortoleto_)

Apesar das dificuldades, McNish reforçou ao site oficial da Fórmula 1 que o projeto da Audi não está focado em resultados imediatos, mas sim em uma construção gradual para o futuro da equipe na categoria.

“Do que eu conheço da minha experiência prévia no automobilismo, carros esportivos – e Le Mans é um exemplo perfeito – nem sempre é um sprint. Embora corridas individuais sejam um sprint, um campeonato é sobre resistência e a visão de longo prazo”, declarou.

O dirigente ainda elogiou a estrutura humana criada pela equipe ao redor do projeto.

“A área com que estou mais contente, na verdade, é com as pessoas atrás das câmeras. Se eu olho para o time de operações de corrida, se vejo o que foi construído aqui e também na fábrica, é uma equipe jovem que está construindo e avançando junta”, completou.

Atualmente, a Audi ocupa a penúltima posição no Mundial de Construtores e encara 2026 como um verdadeiro “batismo de fogo” em sua entrada definitiva na Fórmula 1. A expectativa interna é que, com o avanço do desenvolvimento do motor, a equipe consiga transformar o desempenho promissor do carro em resultados mais sólidos nas próximas etapas.

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