A Audi iniciou a trajetória na Formula 1 nesta temporada de 2026, mas já enfrentou uma série de desafios dentro e fora das pistas. Um dos principais acontecimentos foi a saída de Jonathan Wheatley do comando da equipe após apenas três etapas, abrindo caminho para Alan McNish assumir o cargo de diretor de corridas. Agora, o dirigente escocês fez um balanço sobre o ano de estreia da montadora alemã na categoria.
Em entrevista ao site da F1, McNish falou sobre o que tem dado certo para a equipe ao longo das quatro primeiras rodadas do ano e o que tem sido um desafio maior. Para o dirigente, a “maior e mais difícil tarefa” tem sido lidar com a produção da própria unidade de potência, algo que não acontecia nos anos de Sauber e que se tornou uma missão ainda mais complexa com a chegada do novo regulamento técnico para 2026.
McNish, então, reconheceu que a Audi está um pouco atrás em termos de desempenho da unidade de potência e disse que o time alemão “ainda não está operando no nível máximo de desempenho”. Por outro lado, o chassi já é um ponto forte da equipe para o escocês, que até admitiu que não se esperava ver o carro tão bem neste aspecto logo de cara nesta temporada.
“Em termos de unidade de potência, essa é sem dúvida a maior e mais difícil tarefa. Entrar nisso pela primeira vez significa que há muito aprendizado a ser feito. Acho que ainda não estamos operando no nível máximo de desempenho no momento. Ainda temos trabalho a fazer nessa área, e estamos um pouco abaixo em termos de performance”, reconheceu McNish.
“Do ponto de vista do carro, acho que fizeram um trabalho muito bom. Juntando tudo, não sei se muitas pessoas esperavam que fôssemos começar de forma tão forte logo de cara”, seguiu o diretor.
McNish ainda acrescentou que os bastidores da Audi também têm sido um ponto forte até o momento e garantiu que o desenvolvimento da esquadra tem sido promissor para o futuro.

“A área que realmente me deixa mais satisfeito é quando olho para as pessoas nos bastidores. Quando vejo a operação da equipe, o que foi construído ali e também na fábrica, vejo um time jovem que está se desenvolvendo junto para o futuro. E o que eu aprendi com minha experiência anterior no automobilismo, especialmente nos carros de turismo — Le Mans é um exemplo perfeito — é que nem sempre se trata de velocidade pura”, comentou McNish, que venceu as 24 Horas de Le Mans em três oportunidades quando era piloto.
“Mesmo que as provas individuais sejam sprints, um campeonato é sobre resistência e visão de longo prazo. E, nesse aspecto, acho que estamos construindo muito bem para o futuro”, finalizou o diretor da Audi.
A Fórmula 1 volta de 22 a 24 de maio, com o GP do Canadá, quinta etapa da temporada 2026.
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Fonte original: Grande Prêmio