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Ducati fala em fim de semana “amaldiçoado” na França, mas foca em “analisar quadro geral”

Diretor-geral da Ducati Corse, Gigi Dall’Igna não escondeu a decepção com o desfecho do GP da França, mas defendeu que é preciso focar nos aspectos positivos e lembrar que a Desmosedici avançou em termos de performance em Le Mans O post Du…

Ducati fala em fim de semana “amaldiçoado” na França, mas foca em “analisar quadro geral”
Ducati lamentou lesão  e exaltou Marc Márquez (Foto: AFP)

Diretor-geral da Ducati Corse, a divisão esportiva da marca italiana, Gigi Dall’Igna classificou o fim de semana do GP da França como “amaldiçoado”. Ainda assim, o dirigente destacou que é importante ter calma para analisar o quadro geral e considerou que as fundações “seguem sólidas”.

Em Le Mans, a equipe de fábrica da Ducati chegou a dez corridas seguidas longe do pódio da MotoGP, já que Marc Márquez caiu na sprint, fraturou o pé direito e se afastou para passar por uma cirurgia ― também no ombro direito, tratando um problema anterior ―, e Francesco Bagnaia abandonou já no fim do GP após levar um tombo.

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Enquanto isso, a Aprilia dominou o pódio da MotoGP pela primeira vez, com Jorge Martín, Marco Bezzecchi e Ai Ogura assegurando o top-3 no circuito Bugatti.

“Outro fim de semana difícil onde nossos oponentes provaram estar mais fortes do que nunca: parabéns para eles”, começou Dall’Igna. “O 1-2 da Ducati na classificação e o feedback positivo dos nossos pilotos certamente apontou para um desfecho muito diferente. Fomos rápidos desde o início com ambos os pilotos, abrindo o fim de semana da maneira mais encorajadora possível. Ao invés disso, Le Mans resultou em uma situação completamente diferente das nossas expectativas”, seguiu.

Gigi Dall’Igna lamentou desfecho do fim de semana em Le Mans (Foto: AFP)

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“O primeiro sinal deste fim de semana ‘amaldiçoado’ apareceu durante a corrida sprint, com a queda assustadora de Marc, e tomou forma definitiva com a derrapagem de Pecco a corrida principal ― um episódio que praticamente nos eliminou da disputa, colocando fim a um domingo profundamente decepcionante com zero pontos”, reconheceu.

Mesmo decepcionado, Dall’Igna tentou manter a calma. O dirigente reconheceu que houve melhora na performance da Ducati no fim de semana, ainda que seja preciso avançar mais.

“Agora devemos analisar com calma o quadro geral. Além do azar, as fundações seguem sólidas, com a queda sendo o único verdadeiro drama competitivo. A palavra-chave aqui é consciência: nós, sem dúvida, precisamos melhorar, mas também devemos reconhecer os aspectos positivos do desempenho coletivo”, ponderou. “Não poderíamos ter pedido mais a Pecco: ele deu tudo que tinha. Ele não largava da pole desde a Malásia, mas manteve um ritmo implacável durante todo o fim de semana. Na sprint, achou o ritmo imediatamente, diferente de Marc, que não estava 100%… e agora nós todos sabemos a razão! A revelação da cirurgia no ombro de Marc ― que não havia sido divulgada até então e estava marcada para depois de Barcelona ― destaca ainda mais o talento excepcional dele, considerando o desempenho dele até o momento, tornando o novo recorde dele para Le Mans ainda mais extraordinário. Simplesmente excepcional”, elogiou.

“Pecco tinha o ritmo do eventual vencedor, mesmo durante o GP, correu como um protagonista chave, mostrando um grande feeling com a moto e mostrando a tenacidade e a classe de seus melhores dias. Ele lutou duro pelo segundo lugar, mas, às vezes, pareceu capaz de até mesmo tomar a ponta. Isso só aumenta a decepção por não vê-lo concluir a participação entre os ponteiros”, lamentou.

Dall’Igna exaltou, ainda, a atuação de Fabio Di Giannantonio. Quarto colocado no GP da França, o italiano da VR46 mais uma vez foi o melhor representante da Ducati na corrida.

“Uma anotação positiva, como sempre, para Diggia: mais uma vez, ele foi o piloto Ducati melhor posicionado. O quarto lugar dele depois de uma recuperação brilhante é outra prova da maturidade dele e da performance consistente”, comentou.

Por fim, Dall’Igna destacou que, em momentos como o vivido pela Ducati, é fácil olhar apenas para o negativo, mas defendeu que é importante se manter atento às coisas que estão funcionando e redescobrir a motivação.

“Quando tudo parece contra você, é fácil perder de vista as coisas positivas. Ao invés disso, devemos recomeçar a partir delas, confiando no trabalho que estamos fazendo e seguindo os sinais positivos que vimos aqui na França”, defendeu. “O desafio real começa agora: redescobrir nosso tradicional entusiasmo mesmo em circunstâncias adversas, colocando tudo que temos na nossa recuperação”, continuou.

“Por um lado, temos um Pecco reencontrado e com o sorriso dele. Por outro, temos o lamento de não ter Marc conosco em Montmeló, sabendo que estaremos em desvantagem. Seja como for, já estamos ansiosos para tê-lo de volta na pista conosco. Mandamos ao nosso campeão nosso mais caloroso desejo de uma pronta e plena recuperação, com um grande abraço de toda a equipe”, encerrou.

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