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Emerson Fittipaldi revela motivo da aposentadoria da F1 em 1980

Bicampeão da F1 também contou detalhes da melhor temporada da equipe Fittipaldi, em 1978

Emerson Fittipaldi revela motivo da aposentadoria da F1 em 1980

Bicampeão da F1 também contou detalhes da melhor temporada da equipe Fittipaldi, em 1978

Emerson Fittipaldi, após conquistar dois títulos da Fórmula 1 em 1972 e 1974, decidiu montar uma equipe em 1975, a Copersucar-Fittipaldi, correndo na própria escuderia de 1976 até 1980. O bicampeão revelou o que fez a temporada de 1978 ser a melhor do time brasileiro e os motivos para se aposentar da categoria.

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"Na verdade, era um carro modificado que tínhamos, o carro com efeito solo", começou Fittipaldi, ao podcast F1: Beyond the Grid. "Foi desenvolvido por [Giacomo] Caliri, ex-engenheiro da Ferrari. Ele projetou a aerodinâmica do carro. Ele ajudou muito".

A lenda do automobilismo brasileiro também destacou a performance durante o GP do Brasil de 1978, em que ficou em segundo lugar.

"E, mais uma vez, no Brasil foi fantástico. O GP do Brasil, no início da temporada, terminei em segundo lugar atrás de Carlos [Reutemann], mas à frente de Gilles Villeneuve e de Mario [Andretti] na Lotus que acabou vencendo o campeonato". 

"Tínhamos um carro muito competitivo. E, na maioria das corridas, o carro estava bom. O F5A era um carro muito bom, foi mesmo o melhor ano [da equipe Fittipaldi]. No final do ano, terminamos à frente da McLaren em pontos, à frente da Renault e da Williams".

Fittipaldi afirmou que, até hoje, gosta de correr, mas que um fator tirou a motivação de continuar na F1 e o fez optar pela aposentadoria da categoria: o efeito solo.

"Eu sempre quero tirar o máximo do carro, da pista e de mim mesmo, porque ainda gosto muito de correr”, continuou. "Comecei a perder a motivação [pela F1] em 1980".

"Uma das razões pelas quais me aposentei, porque os carros com efeito solo total, para mim, é difícil de explicar, mas se você chega ao fim da reta em Silverstone e ainda tem cinco quilômetros até a curva, multiplicando tantas vezes a downforce, então era difícil sentir o limite do carro". 

"E isso estava tirando a arte de pilotar para mim. Era só uma questão de ter muita coragem", concluiu.

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