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Ex-Manchester United e Chelsea explica plano para reerguer finanças da Williams na F1

Conselheiro para as áreas Comercial e de Marketing, Peter Kenyon explicou a estratégia por trás dos acordos lucrativos que a Williams assinou desde o momento em que assumiu o cargo, em 2022 O post Ex-Manchester United e Chelsea explica pla…

Ex-Manchester United e Chelsea explica plano para reerguer finanças da Williams na F1
Carlos Sainz (Foto: Williams)

Com histórico de sucesso na construção de marcas como a do Manchester United e do Chelsea, dois gigantes da Premier League, o campeonato inglês de futebol, Peter Kenyon desembarcou na Williams em 2022 para ajudar a icônica equipe de Fórmula 1 a retornar aos tempos de glórias. Na função de conselheiro para as áreas Comercial e de Marketing, o britânico explicou a abordagem adotada para estabilizar as finanças do time de Grove após anos de crise profunda.

Em um momento de completa desordem, a escuderia atualmente comandada por James Vowles foi adquirida pela Dorilton Capital, empresa norte-americana de investimentos privados, pela quantia de US$ 179,5 milhões (R$ 881,34 milhões, na cotação mais recente) em 2020. No entanto, mesmo após dois anos da nova administração, ainda não existia uma estratégia definida para geração de receita.

“Tínhamos 17 parceiros que não geravam receita, porque a maioria dos acordos era baseada em permutas. Então eliminamos isso. Passamos a trabalhar com o princípio de que, se não vale nada, então não vale nada”, começou Kenyon durante participação na conferência SportsPro, em Londres. O dirigente de 72 anos ainda revelou que a estrutura na fábrica não ajudava em nada do ponto de vista comercial.

“Grove é um ótimo lugar se você é engenheiro, mas é bem ruim se você trabalha com marketing. Então pensamos: ‘onde vamos encontrar o talento de que precisamos para montar um grupo comercial e de marketing de nível mundial?’. A resposta foi Londres e Nova York. Nesse período, construímos praticamente uma agência completa”, lembrou.

Uma mudança de estratégia fez a Williams deixar de buscar volume e passar a focar na escassez, replicando o que Kenyon fez no Manchester United, quando supervisionou a redução do número de parceiros de 110 para dez. Isso, na verdade, é algo bastante incomum na F1, uma categoria em que as equipes se acostumaram a cobrir os carros com diversos logotipos, o que acaba minimizando a atenção que precisa ser dada a cada patrocinador.

Peter Kenyon destacou a estratégia adotada pela Williams na busca por patrocinadores (Foto: Williams)

“A escassez tem valor. Uma das nossas estratégias foi ter apenas 24 parceiros no carro, e há duas razões para isso. A primeira é que, se você realmente vai ativar essas parcerias, isso exige tempo e dinheiro — há um limite para o que se pode fazer”, pontuou.

“O outro indicador de desempenho que temos na Williams, que é uma grande medida de sucesso das nossas parcerias, é renová-las — fazer com que aumentem o investimento e mantê-las. Isso significa que estamos entregando o que prometemos, porque eles querem continuar e estão dispostos a pagar mais. E também estão cumprindo o que disseram que fariam por nós”, seguiu.

“Seu parceiro deve ser a principal referência de que você está fazendo as coisas bem. Então acho que acertar o encaixe, o alinhamento de valor e o alinhamento da proposta é fundamental”, enfatizou. “Se olharmos nossa receita hoje, estamos acima do esperado em comparação com equipes em posição semelhante”, celebrou Kenyon, que destacou a importância do acordo com a Atlassian.

“Conseguir um patrocinador máster foi, acredito, uma validação externa de que a Williams está no caminho certo e merece atingir os níveis de receita que esse tipo de parceria proporciona”, encerrou.

Conselheiro da Williams também destacou importância do acordo com a Atlassian (Foto: Williams)

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