
Gabriel Bortoleto impressionou a Audi muito além dos resultados nas categorias de base antes de chegar à Fórmula 1. Mattia Binotto revelou que a contratação do brasileiro passou por uma análise pouco convencional, focada mais em comportamento e personalidade do que apenas em números.
Campeão da F3 em 2023 e da F2 em 2024 logo em suas temporadas de estreia, Bortoleto rapidamente entrou no radar da equipe que vive a transição definitiva de Sauber para Audi em 2026. Mesmo assim, Binotto afirmou que os títulos não foram o principal fator para fechar contrato com o brasileiro.
Segundo o chefe da Audi, o processo de avaliação fugiu do padrão normalmente utilizado na Fórmula 1. Em vez de concentrar a conversa em automobilismo, Binotto optou por fazer perguntas pessoais para entender melhor o perfil do piloto. “Sabia quem ele era, mas ainda não tinha prestado muita atenção. Ele me impressionou com a pilotagem, a consistência e também com a atitude”, afirmou no podcast Pit Stop.
O dirigente destacou especialmente a maturidade de Bortoleto apesar da pouca idade. “Perguntei várias coisas, mas nada sobre automobilismo. Perguntei sobre a namorada, qual carro dirigia, sobre o pai, e ele provavelmente pensava: ‘Sobre o que é isso?’”, revelou Binotto. A intenção era observar como o brasileiro reagia fora do ambiente técnico tradicional da categoria.
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Foto: XPB Images[/caption]
Para o italiano, velocidade e desempenho já aparecem naturalmente nos dados e resultados das corridas. O diferencial, segundo ele, está em características comportamentais que podem influenciar um projeto de longo prazo dentro da Fórmula 1.
“A velocidade eu consigo ver nos dados das corridas, isso é um fato”, explicou. “No fim, o que conta é a atitude, e isso você percebe talvez fazendo perguntas incomuns”, concluiu Binotto, reforçando a importância do lado humano na escolha dos pilotos da nova fase da Audi.
Fonte original:
F1 Mania