Motivo para reduzir tempo de prova é a nova divisão 60/40 entre combustão e energia elétrica nos motores da próxima temporada, que a FIA já prepara
Corridas podem ficar um pouco mais curtas na temporada de 2027 na Fórmula 1.
Foto de: Mario Renzi / Formula 1 via Getty Images
As equipes da Fórmula 1 estão dispostas a participar de corridas mais curtas em 2027 se isso for uma consequência da melhora nas unidades de potência, segundo informações do The Race. Desde que a FIA anunciou a mudança na divisão entre combustão e energia elétrica de 50/50 para 60/40, a categoria discute como mitigar os gastos e é aí que o tempo de prova pode ser 'sacrificado'.
Redesenhar os motores traria consequências aos gastos das escuderias, pois o aumento da vazão obrigaria a serem construídos tanques maiores e, consequentemente, utilizaria mais combustível. Em um cenário de teto de custos, atrapalharia, por exemplo, times que pretendiam reutilizar chassis para a temporada seguinte, já que um equipamento precisaria ser modificado.
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Isso é provado pela fala de Alan Permane, chefe de equipe da Racing Bulls, no paddock do GP do Canadá, em que ele confirma que há um entendimento a respeito das 'encurtadas' no próximo ano. "Chegamos um acordo de que se alguém quisesse manter seu chassi e ele não fosse grande o suficiente para a prova de 310 km, consideraríamos corridas seletivas", disse, conforme divulgado pelo The Race.
Não seria uma mudança muito grande, porém, segundo o dirigente. "Apenas onde fosse absolutamente necessário, encurtando-as em uma ou duas voltas e limitando o número de voltas até o grid em cada uma", explicou.
Alan Permane, chefe da Racing Bulls, acredita que reduzir "uma ou duas voltas" reduziria problema de gastos com nova divisão de combustão e energia elétrica.
Foto de: Andy Hone/ LAT Images via Getty Images
Outras questões seguem problemáticas, porém. Há dois dias, o Motorsport.com noticiou que as montadoras, com exceção da Mercedes, se opõem à divisão 60/40. O temor é de que não só o motor turbo de seis cilindros precise ser revisado para garantir confiabilidade como também a própria transmissão para suportar as novas cargas.
O obstáculo é o pouco tempo disponível para implementar todas as modificações necessárias, que dificilmente seria cumprido até o início da temporada de 2027. E ainda, como permanecer dentro dos limites do ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimentos e Atualizações).
Audi, de Gabriel Bortoleto, não está totalmente convencida da divisão 60/40 nos motores da Fórmula 1.
Foto de: Guido De Bortoli / LAT Images via Getty Images
Financeiramente, representaria um gasto extra de provavelmente US$ 10 milhões (cerca de R$ 50 milhões em conversão direta). 'Novatas' na categoria, como a Audi, não querem esse aumento, enquanto a Cadillac se abstém, ao menos por enquanto, da discussão.
O ponto central dos debates continuará sendo a unidade de potência. De acordo com o chefe de equipe da Red Bull, Laurent Mekies, a parte do chassi está bem encaminhada, mas pelo lado do motor, o clima segue "tenso". "E é por isso que estamos tentando chegar a um consenso o mais rápido possível", disse ele em Montreal.
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Fonte original: Motorsport.com Brasil - F1