
A Ferrari chega pressionada para o GP do Canadá de
Fórmula 1, após um desempenho abaixo das expectativas na corrida em Miami. A equipe italiana acredita que a execução perfeita durante todo o final de semana, será determinante para voltar a brigar pelas primeiras posições em Montreal.
Mesmo tendo levado um pacote importante de atualizações para o GP de Miami, a Ferrari não conseguiu transformar as mudanças em um resultado expressivo. Charles Leclerc terminou a corrida Sprint em terceiro lugar, mas a equipe saiu do GP principal no domingo com apenas doze pontos conquistados.
Frederic Vasseur destacou que o desafio no Canadá será ainda maior por causa do formato Sprint, que limita o tempo de preparação das equipes. Assim como em Miami, pilotos e engenheiros terão apenas o TL1 antes do início das sessões competitivas.
“Montreal é sempre um evento especial, com uma grande atmosfera na cidade e no circuito, e sabemos o quanto a Ferrari recebe apoio por lá, inclusive dos muitos tifosi com raízes italianas”, afirmou Vasseur. “Do ponto de vista da corrida, Montreal nunca é simples. O circuito exige muito dos freios, a tração é importante nas saídas das curvas lentas e chicanes, e este ano o clima e as baixas temperaturas podem adicionar outra camada de complexidade, especialmente com o formato Sprint nos dando pouco tempo de preparação”.
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Foto: XPB Images[/caption]
O chefe da Ferrari afirmou que a equipe vai precisar aproveitar cada oportunidade desde o início das atividades na pista canadense: “Precisaremos estar prontos desde a primeira sessão, focar na execução e tirar o máximo de cada oportunidade ao longo do fim de semana”, acrescentou o francês.
Carlos Galbally, engenheiro-chefe de performance de pneus da Ferrari, reforçou as preocupações da equipe com as características do Circuito Gilles Villeneuve. Segundo ele, as fortes freadas e as curvas de baixa velocidade tornam o gerenciamento dos freios um fator essencial para alcançar um bom desempenho.
“Com suas freadas fortes frequentes e curvas lentas, a consistência da frenagem é fundamental neste circuito”, afirmou Galbally. O engenheiro explicou ainda que as regras de 2026 aumentaram a complexidade do trabalho nos freios por conta da maior recuperação de energia, especialmente no eixo traseiro, além de alertar que as baixas temperaturas podem dificultar o aquecimento ideal dos pneus e aumentar o risco de granulação dos pneus, principalmente nos compostos mais macios.
Fonte original:
F1 Mania