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Na época, muitos contestaram a visão de Horner. Um dos principais opositores foi Toto Wolff, chefe da Mercedes, que acreditava que a equipe alemã estava à frente no desenvolvimento de sua unidade de potência e não queria abrir mão dessa vantagem competitiva. Também surgiram rumores de que a Red Bull buscava mudanças porque enfrentava dificuldades em seu próprio projeto de motor em parceria com a Ford.
No entanto, o cenário acabou tomando outro rumo. A Red Bull Powertrains-Ford conseguiu entregar um sistema competitivo, embora Verstappen tenha criticado o conceito desde o início. O tetracampeão não foi o único. Diversos pilotos e até chefes de equipe passaram a reclamar das características das novas unidades de potência após os testes de pré-temporada no Bahrein e as etapas da Austrália, China e Japão.
A pressão aumentou a ponto de Andrea Stella, chefe da McLaren, pedir mudanças imediatas. A FIA ouviu as reclamações de pilotos, equipes e fabricantes e promoveu ajustes antes do GP de Miami, quarta etapa do campeonato. Mesmo assim, as alterações foram consideradas insuficientes pelos competidores após a corrida.
Depois de uma nova reunião entre as partes envolvidas, a FIA confirmou mudanças mais profundas para 2027. A entidade decidiu aumentar em 50 kW a potência do motor a combustão por meio do aumento do fluxo de combustível, enquanto a parte elétrica será reduzida de 350 kW para 300 kW. Na prática, a categoria se aproxima justamente da divisão 60-40 defendida por Horner alguns anos atrás, algo que agora pode dar ao ex-dirigente da Red Bull um sentimento de 'revanche' após ter sido ignorado inicialmente. Fonte original: F1 Mania