Toto Wolff comentou sobre o retorno das unidades que eram o padrão da categoria entre 2006 e 2013, prometido pelo presidente da FIA
Foto de: Sam Bloxham / LAT Images via Getty Images
Antes do GP de Miami, Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, afirmou que o retorno dos motores V8 à Fórmula 1 vai acontecer até 2031, seja em negociações com as fabricantes e equipes ou de forma unilateral. Toto Wolff, chefe da Mercedes, apoiou a ideia, mas com ressalvas e destacando o papel elétrico das unidades de potência.
Fórmula 1F1: Aston Martin não terá atualizações até o meio do ano
Fórmula 1F1: Russell 'copia' acerto do carro de Antonelli em Miami e admite surpresa
Fórmula 1F1: Hipercarro raro de Adrian Sutil desaparece em meio a suposto caso de chantagem
A proposta de Sulayem é um V8 à combustão com apenas um pequeno elemento híbrido semelhante ao antigo KERS. O chefe da Mercedes, no entanto, quer que os trens de força sigam o padrão da indústria e continuem com grande importância da parte elétrica, mas aumentando a potência do motor à combustão em um "megamotor" de 1.200 cv.
"Estamos abertos a novas regulamentações sobre motores", disse Wolff, ao The Race. "Adoramos os V8. Temos apenas ótimas lembranças deles e, do nosso ponto de vista, é um motor Mercedes puro. Ele gira em altas rotações e, então, como podemos fornecer energia suficiente da bateria para não perdermos a conexão com o mundo real?"
"Se apostarmos 100% na combustão, podemos parecer um pouco ridículos em 2031 ou 2030. Precisamos levar isso em conta, simplificar e torná-lo um megamotor. Talvez possamos extrair 800 cv do motor a combustão interna e adicionar 400 cv a isso — ou mais, em termos de energia elétrica".
O executivo austríaco destaca a disposição da fabricante alemã ao debate com as outras fornecedoras e a própria FIA, desde que todos os participantes sejam considerado para a decisão final.
"Estamos absolutamente dispostos a isso, desde que essas discussões ocorram de forma estruturada, que as pessoas sejam levadas em consideração e tenham voz ativa".
"Reconhecemos as realidades financeiras dos fabricantes atualmente. Não temos vida fácil, mas se for bem-intencionado e bem executado, podem contar conosco para voltar com um motor de corrida de verdade".
Laurent Mekies, chefe de equipe da Red Bull, apoiou a ideia, mesmo se isso representar mais um começo do 0, já que 2026 é o primeiro ano que a equipe austríaca conta com um motor proprietário.
“Como Red Bull Ford Powertrains, estamos bem tranquilos com isso. Sentimos que tivemos que começar do zero para tentar lidar com esta unidade de potência e acho que o ponto de partida é bom".
"Estamos bastante animados por ter outro desafio amanhã. Provavelmente somos um pouco mais flexíveis e independentes".
Um ponto de destaque levantado por Wolff e reforçado pelo chefe de equipe da Ferrari, Fred Vasseur, é a redução de custos do desenvolvimento e produção dos motores.
“Desde o início, temos um parâmetro em mente: reduzir o orçamento absurdo do motor. Isso é para os fabricantes, mas também para os clientes e para o benefício da F1".
Ouça a versão em áudio do PÓDIO CAST:
Seu navegador não suporta o elemento de áudio.
ACOMPANHE NOSSO PODCAST GRATUITAMENTE:
Faça parte do nosso canal no WhatsApp: clique aqui e junte-se a nós no aplicativo!
What would you like to see on Motorsport.com?
Fonte original: Motorsport.com Brasil - F1