Federação está considerando mudanças nas unidades após reunião com equipes e fabricantes
A FIA continua tentando aprimorar os regulamentos que estão sendo usados este ano na Fórmula 1 e, embora ainda não haja mudanças confirmadas, a mensagem que saiu da reunião online realizada nesta sexta-feira é bastante clara a esse respeito: eles querem corrigir algumas áreas cinzentas dos regulamentos.
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A reunião, convocada pela FIA em conjunto com as montadoras e equipes, começou com a revisão das modificações implementadas no GP de Miami para melhorar a segurança e limitar certas interpretações agressivas do regulamento. E, segundo a própria FIA, a avaliação foi positiva.
A Federação afirma não ter detectado quaisquer problemas graves ou situações de comprometimento, e acredita que todo o pacote funcionou bem.
Em outras palavras: Miami foi uma espécie de ensaio geral. E correu melhor do que o esperado.
Isso não significa que o trabalho esteja concluído. A FIA confirmou que ainda está avaliando novas medidas para as próximas corridas, especialmente aquelas relacionadas à segurança nas largadas e em condições de pista molhada. Melhorias na sinalização visual também estão sendo estudadas para o Canadá, uma questão que preocupa pilotos e equipes há algum tempo, após diversos incidentes de confusão em condições de baixa visibilidade.
Mas a parte realmente importante da reunião aconteceu quando a conversa se voltou para os futuros regulamentos dos motores. É aí que as coisas ficam interessantes.
As partes concordaram em princípio em introduzir modificações no hardware da unidade de potência até 2027. A ideia geral é dar mais destaque ao motor de combustão interna e reduzir parcialmente a importância estratégica do sistema híbrido. Em outras palavras, menos dependência da energia elétrica e mais potência ‘real’ do motor.
A proposta prevê um aumento aproximado de 50 kW na potência do motor de combustão interna, acompanhado por um aumento no fluxo de combustível. Simultaneamente, a implantação do sistema de recuperação de energia (ERS) perderia cerca de 50 kW de capacidade. Um ajuste aparentemente pequeno no papel, mas com enormes implicações para o equilíbrio energético, a gestão da corrida e a filosofia de projeto.
Agora, o próximo passo é submeter formalmente essas alterações à famosa votação eletrônica do Conselho Mundial do Motor (World Motor Council), assim que os fabricantes de motores votarem neste pacote.
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Fonte original: Motorsport.com Brasil - F1