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FIA promove alterações na janela do ADUO e dá fôlego extra à Honda

A FIA promoveu uma alteração na janela de análise do ADUO e adicinou uma categoria específica para fabricantes com déficit de potência superior a 10%, o que pode beneficiar a Honda O post FIA promove alterações na janela do ADUO e dá fôleg…

FIA promove alterações na janela do ADUO e dá fôlego extra à Honda
Fernando Alonso (Foto: Aston Martin)

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) aprovou alterações no ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização) durante a última reunião do Conselho Mundial do Esporte a Motor. A primeira janela de avaliação se encerrará após o GP do Canadá, a próxima etapa do Mundial de F1, para compensar os adiamentos das etapas do Bahrein e Arábia Saudita. Também haverá concessões adicionais destinadas a beneficiar a Honda, que agora mais tempo disponível para testes e maior liberdade orçamentária para melhorar o motor.

Uma pequena, mas significativa mudança na última versão do regulamento publicada pela FIA à respeito do ADUO, o mecanismo que permite às montadoras com maiores dificuldades no desenvolvimento de motores introduzir atualizações durante a temporada para tentar diminuir a diferença para a líder, que se espera ser a Mercedes, que venceu as quatro primeiras etapas disputadas da F1.

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Na versão divulgada após o GP de Miami, com aprovação do Conselho Mundial do Esporte a Motor, a Federação revisou a seção dedicada ao ADUO, ajustando as janelas de análise de valor e algumas das concessões concedidas. As montadoras solicitaram uma revisão das janelas após o adiamento das etapas do Bahrein e da Arábia Saudita. O sistema é calculado com um sistema bastante complexo, com a FIA avaliando a potência de cada motor e, com base nestes valores, concede descontos para facilitar a recuperação.

Fernando Alonso (Foto: Aston Martin)

O cronograma original previa que a primeira janela incluísse os seis primeiros eventos do ano. Logo, iria até o GP de Miami e permaneceria inalterada. No entanto, em uma reunião posterior, na qual as demais alterações no regulamento foram ratificadas, decidiu-se, em conjunto com as montadoras, antecipar o encerramento dessa primeira janela em uma corrida, chegando-se, assim, a um consenso.

Como Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, havia previsto, a Federação também utilizará o GP do Canadá para estimar os valores de cada motor, cruzando os dados coletados na fábrica com os medidos na pista por meio de uma média estatística que toma como referência o melhor carro de cada fabricante de motor. Após a etapa de Montreal, o órgão comparará todos os dados e comunicará às montadoras a sua faixa de déficit.

Tendo antecipado a primeira janela operacional, que agora se encerrará no Canadá, a FIA revisou consequentemente as duas seguintes. A segunda janela de avaliação, ainda composta por cinco corridas, agora abrangerá o período de Mônaco à Hungria, coincidindo com a última etapa antes da pausa do verão europeu. Para manter o equilíbrio geral, a terceira janela foi estendida em uma etapa, de modo que ainda terminará no México, como planejado originalmente

Fernando Alonso (Foto: Aston Martin)

No entanto, outro elemento relevante aparece na versão mais recente do regulamento: a revisão das concessões para os fabricantes de motores com maior dificuldade, e a Honda, fornecedora da Aston Martin, em particular. Após o aumento geral nas horas de teste introduzido na revisão anterior, a FIA agora adicionou uma categoria específica para fabricantes com déficit de potência superior a 10%.

Considerando que os motores de combustão interna atualmente entregam menos de 600 cv, um déficit de 10% em comparação com a unidade de potência de referência equivaleria a um diferença de cerca de 60 cv. De acordo com as conclusões, a desvantagem da Honda nessa área seria ainda mais significativa, o que faria entrar em uma nova categoria, com concessões adicionais.

Enquanto todas as outras categorias permanecem inalteradas, aquelas que atualmente apresentam um déficit superior a 10% beneficiarão de 230 horas de operação adicionais, um aumento de 40 horas em comparação com a faixa anterior de 8 a 10%. Este é um incentivo significativo para a fabricante japonesa, que poderá assim tentar reduzir a diferença para as rivais mais rapidamente.

No entanto, a ADUO não afeta apenas as horas de operação no dinamômetro, mas também o limite orçamentário. Para expandir as oportunidades de desenvolvimento e permitir a homologação de novas unidades durante a temporada, a FIA também está aumentando o orçamento disponível.

Para facilitar a situação da Honda, a redução de custos a serem incluídos no orçamento, que efetivamente libera recursos adicionais para desenvolvimento, foi aumentada para € 11 milhões (R$ 63 milhões, na cotação atual) para fabricantes com déficit superior a 10%, desbloqueando assim € 3 milhões (17 milhões) adicionais em relação ao limite anterior. Um pagamento único de € 8 milhões (R$ 46 milhões) também está previsto, válido apenas para este ano, para aqueles que ultrapassarem o limite de 10%.

Fórmula 1 volta de 22 a 24 de maio, com o GP do Canadá, quinta etapa da temporada 2026.

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