Enfim, a Fórmula 1 2026 começou para valer. Ao menos no que diz respeito ao embate pelo campeonato. Dona do melhor carro do grid, a Mercedes acompanhou um tanto tensa ao primeiro grande confronto entre a dupla de pilotos, que lidera a tabela até aqui. É que a sprint do GP do Canadá colocou George Russell e Kimi Antonelli frente a frente, e a disputa não poderia ter sido mais acirrada. Saltando da pole, o britânico buscou comandar as ações e se defendeu duramente das investidas do atrevido italiano. A briga foi tão intensa que gerou queixas e críticas no rádio, um engenheiro tentando minimizar a situação e até o chefe precisou intervir. Mas nada disso muda o fato de que agora existe uma rivalidade clara dentro da equipe alemã, e isso é mais do que a F1 poderia desejar em uma temporada tão conturbada. E com um extra: a corrida deste domingo (24) ainda se desenha em uma revanche.
Antes de tudo, é preciso entender a corrida curta deste sábado. A Mercedes tinha a primeira fila e viu Russell pular na frente sem grandes dramas. Já Antonelli seguiu o companheiro sem forçar muito. Enquanto isso, as rivais McLaren e Ferrari apenas acompanhavam os líderes a uma certa distância. Lá na ponta, Kimi passou a endurecer o desempenho e iniciava a busca pelo primeiro lugar. Tentou por fora na curva 1, mas George fechou a porta duramente. Logo depois, fez nova investida e acabou na grama, o que fez com que Lando Norris o ultrapasse. A partir daí, o jovem precisou brigar com o inglês da McLaren, enquanto esbravejava no rádio contra o companheiro de equipe. “Isso foi muito sujo”, disse Kimi ao engenheiro de pista, Peter Bonnington, que pediu a ele concentração. Só que Antonelli ficou ainda mais furioso: “Tô nem aí! Ele me empurrou!”
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No fim, Russell saiu vitorioso e Antonelli ainda teve de ouvir um pito de Toto Wolff e, mais tarde, acabou aceitando que também cometeu erros. Só que uma frase dita no meio de tudo ainda ecoa e serve como uma sinal de que agora algumas situações serão diferentes. “Se temos de correr desse jeito, é bom saber”, falou no rádio após a sprint.
Horas depois da sprint, a F1 voltou à pista para decidir as posições de largada. A sessão mostrou uma Mercedes um pouco menos dominante do que na sexta-feira. Nesta configuração, o líder do campeonato se mostrou contido, enquanto Russell encontrava mais problemas com a queda de temperatura do fim da tarde em Montreal — a baixa aderência do circuito canadense também foi algo que prejudicou muita gente, que precisou, inclusive, de mais de uma volta de aquecimento de pneus. De toda a forma, as duas primeiras partes da classificação apresentaram adversários mais fortes e, durante algum tempo, pareceu que a sessão contaria uma história diferente.
Só que, quando a fase derradeira chegou, a sensação era de que o italiano tinha tudo sob controle, ainda mais depois de um erro de George na primeira tentativa de volta rápida. Nada estava realmente garantido. E o inglês do carro #63 encontrou uma volta certeira nos instantes finais para tirar a pole do rival. A diferença entre eles foi de apenas 0s094. Quase uma repetição do dia anterior, na medida em que a McLaren novamente ficou com a segunda fila, tendo Lewis Hamilton em quinto, com Max Verstappen em sexto. A única diferença aqui, até reforçando a impressão de que a Mercedes precisou trabalhar mais, é que as distâncias foram significativamente menores. Apenas 0s3 separaram o top-6.
Quer dizer, há aí uma nova oportunidade de um embate direto entre os dois companheiros de Mercedes, mas agora com outros elementos. E embora a esquadra prateada tenha o melhor ritmo de corrida e ocupe o posto de favorita, a expectativa de um segundo duelo entre Russell e Antonelli já mexe também com os rivais, principalmente os papaias.

O carro laranja costuma crescer em performance de prova, e Lando Norris e Oscar Piastri têm tudo para tirar proveito da briga interna das Flechas de Prata — aliás, a corrida em Miami e a sprint de sábado mostraram como o time inglês segue atento e aproveitando os vacilos dos oponentes. Há ainda outro ponto interessante: existe uma considerável chance de chuva para o corrida deste domingo, e isso também torna tudo bastante imprevisível, porque será a primeira vez da nova geração de carros da F1 a disputar uma prova com pista molhada.
E aí as estratégias e a leitura de corrida serão fundamentais. A partir de Miami, a Pirelli estendeu a autorização para o uso de mantas térmicas também para os pneus de chuva, ajustando-as para 40 °C por duas horas. Um aumento de temperatura já havia sido adotado para os pneus intermediários, que podem ser aquecidos a 70 °C por duas horas, assim como ocorre com os slick. Essa medida pode ser tornar decisiva neste domingo, especialmente diante de condições de baixas temperaturas e da própria natureza da pista canadense.
Agora, se a corrida foi disputada no piso seco, de acordo com a Pirelli, a tática mais rápida será a de uma única parada, na combinação dos pneus médios e duros — mas é bom lembrar que alguns sofreram com o desgaste na sprint e que, em 2025, a maior parte do grid optou por dois pit-stops. Então, esse é outro elemento importante na disputa interna da Mercedes e também com a concorrência.
De toda a forma, o GP do Canadá parece estar nas mãos da esquadra alemã, mas sobretudo em como Russell e Antonelli vão lidar com a pressão de uma disputa de campeonato. Tanto melhor se a chefia não intervir. Quando às rivais, o desejo é um só: o caos.
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Fonte original: Grande Prêmio