Inicialmente um defensor do regulamento da temporada 2026 da Fórmula 1, Lando Norris mudou de opinião e passou a ser um dos principais críticos. Apesar de considerar as últimas mudanças como “um pequeno passo na direção certa”, o atual campeão voltou a criticar as regras, afirmando que não é possível acelerar o tempo todo. O britânico admitiu ainda que o problema não pode ser resolvido a curto prazo e que a única solução seria acabar com a bateria na unidade de potência.
Em abril, durante a pausa forçada da temporada por conta das suspensões das etapas no Bahrein e na Arábia Saudita, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) se reuniu com montadoras, equipes e até pilotos em busca de soluções para atenuar os efeitos do aumento da eletrificação, sendo a pilotagem contraintuitiva — como o excesso de lift and coast, por exemplo — a maior reclamação por parte dos competidores. A segurança foi outro tema abordado, principalmente após o acidente de Oliver Bearman no GP do Japão.
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O desafio, porém, foi encontrar um denominador comum, uma vez que alterar a proporção entre parte elétrica e motor a combustão, hoje em aproximadamente 50/50, não foi considerada por se tratar de uma mudança inviável no curto prazo. Desta forma, três ajustes principais foram definidos: a limitação do Boost a +150 kW, a redução da recarga máxima de 8 MJ para 7 MJ na classificação e o super clipping nas corridas gerando 350 kW em vez de 250 kW.
Apesar de a McLaren mostrar força no fim de semana do GP de Miami, Norris, que venceu a corrida sprint e foi segundo colocado na prova principal, não ficou satisfeito com as mudanças nos carros e voltou a criticar o gerenciamento de energia nos modelos atuais.

“É um pequeno passo na direção certa, mas ainda não está no nível que a Fórmula 1 deveria estar. Se você acelera ao máximo o tempo todo e tenta forçar como nos anos anteriores, ainda é penalizado. Você ainda não pode pilotar no limite”, declarou o atual campeão mundial.
“Não se trata mais de poder acelerar o mais rápido possível em todos os lugares. Você nunca deveria ser penalizado por esse tipo de coisa, e ainda assim você é”, ressaltou.
Por fim, Norris acredita que não haja uma solução definitiva que possa corrigir esta questão a curto prazo. “Sinceramente, não acredito que seja possível resolver o problema. É preciso eliminar a bateria. Esperamos que daqui a alguns anos seja assim”, completou.
A solução a longo prazo já começa a surgir: na última sexta-feira (8), a FIA anunciou mudanças nas unidades de potência de 2027. Haverá um aumento de potência nos motores de combustão interna em aproximadamente 50 kW, juntamente com aumento no fluxo de combustível e uma redução na potência do sistema de recuperação de energia de aproximadamente 50 kW, além de outros ajustes.
A Fórmula 1 volta de 22 a 24 de maio, com o GP do Canadá, quinta etapa da temporada 2026.
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Fonte original: Grande Prêmio