Álex Rins avaliou que os pilotos que não têm motos competitivas na MotoGP acabam sendo esquecidos. O espanhol lembrou que os competidores são limitados pelos equipamentos que têm a disposição e não podem “fazer mágica”.
Aos 30 anos, Rins vê o fim da linha na MotoGP se aproximar. Dispensado pela Yamaha, o espanhol de Barcelona não é cotado em outras vagas na classe rainha do Mundial de Motovelocidade, já que, desde a vitória com a LCR Honda no GP das Américas de 2023, viveu dias de pouca competitividade com a marca dos três diapasões.
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O período coincide com a crise de performance da YZR-M1, mas também com a recuperação física do #42, que sofreu lesões importantes na perna em 2023. Neste meio tempo, aliás, a Yamaha passou por uma transformação significativa, com a substituição do motor de quatro cilindros em linha por um propulsor V4.
Durante a passagem da MotoGP pela Espanha, porém, Álex assumiu que tinha sido comunicado por Massimo Meregalli, chefe da Yamaha, de que outro piloto tinha sido contratado para a vaga dele na equipe a partir de 2027. O ex-Suzuki não escondeu a decepção, especialmente pela fase inicial do novo projeto da montadora de Iwata.

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“A minha motivação não mudou. Ainda que não esteja sendo um momento fácil desde que descobri que não vou continuar com a Yamaha”, disse Rins em entrevista ao site italiano GPOne. “É duro. Quando assinei o contrato, ainda estava com a LCR Honda, e eu me sentia bem. Eles vieram até mim e me deram essa oportunidade. Vi que tinha potencial”, recordou.
“Com o [motor] quatro em linha, nós tínhamos dificuldades para empurrar a moto, e eu tinha problema na freada. Aí mudamos para o V4, o feeling foi bom, então fiquei surpreso, pois, em três corridas, eles decidiram meu futuro”, comentou. “Meu comprometimento com eles foi total. É a vida, mas vou seguir dando tudo de mim”, assegurou.
Rins, que conseguiu vitórias Suzuki e Honda, lembrou o quanto a percepção sobre o talento de um piloto muda quando ele está em uma moto que não é competitiva.
“Ano passado, se você não tivesse uma Ducati, não tinha a menor chance. Agora, a Aprilia está indo muito bem. A Ducati parece estar com um pouco mais de dificuldade, mas ainda é competitiva”, avaliou. “Parece, no entanto, que se você não tem aquela moto, as pessoas esquecem você. Não podemos fazer mágica. Temos a moto que temos”, declarou.
“Foram três anos difíceis para mim, mas ainda sou o mesmo Álex do passado, o que venceu corridas e conquistou pódios”, concluiu.
A MotoGP retorna entre os dias 8 e 10 de maio, para o GP da França, direto de Le Mans, na quinta etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.
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Fonte original: Grande Prêmio