Holandês não acredita que novas regras causarão grandes alterações, mas vê como positivo o fato de pilotos ganharem voz na discussão
Foto de: Clive Mason / Getty Images
Como planejado, a FIA e a Fórmula 1 usaram a pausa de abril para revisar os regulamentos técnicos. O consenso foi de que as corridas em si são “divertidas” e não exigem uma “reação impulsiva”, embora tenha havido uma tentativa de resolver algumas das principais preocupações — especialmente a classificação e as diferenças de velocidade de aproximação.
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A FIA já indicou que esses ajustes não vão mudar fundamentalmente o panorama geral, e é exatamente isso que Max Verstappen também espera.
“Com as mudanças que estão sendo feitas, acho que é mais como uma ‘cosquinha’. Porque, no fim das contas, a F1 é um esporte muito complexo e político”, disse o holandês durante o dia de mídia de Miami. “Acho que todos tentaram fazer o melhor para pelo menos mudar alguma coisa, mas claro que isso não vai mudar o mundo".
O mesmo se aplica à classificação. Reduzir o limite de recuperação de energia e aumentar o nível de superclipping até o máximo de 350 quilowatts deve fazer com que os pilotos se preocupem menos com a gestão de energia, mas, com base em suas primeiras sessões no simulador, Verstappen não espera voltas de classificação no limite neste fim de semana.
“Ainda não é o que precisamos para realmente ir com tudo o tempo todo. Mas, como eu disse, é complicado fazer todo mundo concordar. Só espero que no próximo ano possamos fazer mudanças realmente grandes", acrescentou.
Segundo Verstappen, o maior avanço está no fato de que os pilotos agora têm voz nas decisões. O tetracampeão teve várias reuniões com o CEO da F1, Stefano Domenicali, e também conversa com a FIA nos bastidores sobre o que ele acredita ser necessário.
“O lado positivo é que tivemos boas reuniões com a F1 e a FIA e acho que isso pode ser um ponto de partida para o futuro. Mesmo daqui a alguns anos, talvez eu já não esteja mais aqui, mas espero muito que haja mais contribuição dos pilotos para os organizadores de forma geral”, disse o holandês. “Acho que a maioria dos pilotos aqui tem um bom entendimento e sensibilidade sobre o que é necessário para tornar a F1 um produto bom e divertido. E isso já é um grande passo em termos de comunicação".
Sobre esse “produto”, Domenicali afirmou que a F1 está “em um bom momento” e que basicamente não há problemas. Verstappen entende esse ponto de vista, mas indica que ele é motivado principalmente por fatores comerciais.
“Eu falo apenas sobre a 'pureza' do esporte, o que precisamos e o que nós, pilotos, sentimos no carro. Mas é preciso entender que isso é um negócio, um esporte. E por isso, como eu disse, às vezes pode ser político", continuou.
“Espero que eles escutem cada vez mais os pilotos. Tenho certeza de que podemos contribuir muito. Acho que, se tivéssemos tido isso cinco ou seis anos atrás, provavelmente não estaríamos na situação em que estamos agora. Só espero que isso sirva de lição para o futuro", concluiu.
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Fonte original: Motorsport.com Brasil - F1