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F1: Alonso diz que era híbrida tirou “corridas puras” da categoria

Fernando Alonso voltou a criticar a direção técnica adotada pela Fórmula 1 na era híbrida, e afirmou que a categoria perdeu parte de sua essência competitiva

F1: Alonso diz que era híbrida tirou “corridas puras” da categoria

Fernando Alonso (ESP) Aston Martin F1 Team.

Fernando Alonso voltou a criticar a direção técnica adotada pela Fórmula 1 na era híbrida, e afirmou que a categoria perdeu parte de sua essência competitiva desde 2014. O espanhol acredita que a busca por eletrificação sacrificou anos de 'corridas puras', e criou um estilo de pilotagem distante do que considera ideal para a categoria. As declarações do piloto da Aston Martin surgem em meio às discussões da FIA para alterar novamente os regulamentos das unidades de potência. A entidade pretende reduzir a dependência da energia elétrica nos carros após críticas de pilotos, fãs e mídia em geral, sobre o comportamento dos modelos previstos para os próximos anos. Os regulamentos de 2026 vêm sendo alvo de questionamentos por causa das exigências consideradas pouco naturais para os pilotos. O aumento da recuperação de energia fez com que os competidores passassem a aliviar o acelerador antes das frenagens, contornar curvas abaixo do limite de aderência e até transferir potência do motor a combustão para a bateria em determinadas situações da volta. Mudanças aprovadas em abril já foram introduzidas no GP de Miami, embora seus efeitos ainda não estejam totalmente claros. Entre as alterações está a possibilidade de a FIA reduzir o limite máximo de recuperação de energia por volta, dependendo das características de cada circuito. [caption id="attachment_547438" align="alignnone" width="2560"]Fernando Alonso (ESP) Aston Martin F1 Team. Foto: XPB Images[/caption] Poucos dias após o GP do Canadá, a FIA também revelou a intenção de revisar os motores previstos para 2027. A proposta inclui aumentar o fluxo de combustível e reduzir a participação elétrica, alterando a divisão atual de potência, próxima de 50% elétrica e 50% combustão, para uma relação mais próxima de 60% e 40%. Alonso, porém, acredita que o conceito atual continua sendo o principal problema: “O DNA dessas unidades de potência será sempre o mesmo, e sempre recompensará andar devagar nas curvas”, afirmou o bicampeão, que também demonstrou ceticismo sobre o impacto das mudanças planejadas pela FIA. O espanhol ainda afirmou que a Fórmula 1 seguiu um caminho equivocado ao apostar fortemente na eletrificação: “A ideia de que o mundo estava indo para a eletrificação e de que esse era o futuro, isso não se aplica às corridas. Corrida é algo diferente”, afirmou o espanhol, antes de lamentar o rumo tomado pela categoria desde a introdução da era turbo híbrida em 2014. “Agora estamos voltando um pouco para 60-40 e, no futuro, talvez menos ainda. Infelizmente tivemos esse período desde 2014, com a era turbo e agora ainda mais, em que perdemos um pouco, quase uma década ou mais, de corridas puras”, concluiu Alonso. As mudanças para 2027 ainda precisam passar por aprovação dos comitês responsáveis da FIA e podem exigir adaptações importantes nos projetos dos carros.

Fonte original: F1 Mania