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Poucos dias após o GP do Canadá, a FIA também revelou a intenção de revisar os motores previstos para 2027. A proposta inclui aumentar o fluxo de combustível e reduzir a participação elétrica, alterando a divisão atual de potência, próxima de 50% elétrica e 50% combustão, para uma relação mais próxima de 60% e 40%.
Alonso, porém, acredita que o conceito atual continua sendo o principal problema: “O DNA dessas unidades de potência será sempre o mesmo, e sempre recompensará andar devagar nas curvas”, afirmou o bicampeão, que também demonstrou ceticismo sobre o impacto das mudanças planejadas pela FIA.
O espanhol ainda afirmou que a Fórmula 1 seguiu um caminho equivocado ao apostar fortemente na eletrificação: “A ideia de que o mundo estava indo para a eletrificação e de que esse era o futuro, isso não se aplica às corridas. Corrida é algo diferente”, afirmou o espanhol, antes de lamentar o rumo tomado pela categoria desde a introdução da era turbo híbrida em 2014.
“Agora estamos voltando um pouco para 60-40 e, no futuro, talvez menos ainda. Infelizmente tivemos esse período desde 2014, com a era turbo e agora ainda mais, em que perdemos um pouco, quase uma década ou mais, de corridas puras”, concluiu Alonso. As mudanças para 2027 ainda precisam passar por aprovação dos comitês responsáveis da FIA e podem exigir adaptações importantes nos projetos dos carros. Fonte original: F1 Mania