Bicampeão afirma que ainda está competindo em um nível que o deixa satisfeito na F1 e que só começará a se preocupar quando não for mais mais rápido no kart
Devido aos inúmeros problemas que a Aston Martin e a Honda enfrentaram no início desta temporada, Fernando Alonso não tem conseguido disputar as posições que gostaria na nova era da Fórmula 1. Mas, segundo o bicampeão, ainda não há absolutamente nenhum sinal de declínio e que, em nível individual, continua a ter um desempenho de altíssimo nível.
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Quando surgiu a pergunta durante o dia da imprensa antes do GP do Canadá sobre como um piloto de F1 pode avaliar seu próprio progresso quando o carro não é competitivo, Alonso respondeu:
"Eu não avalio nada. Sou o melhor. Não preciso provar nada. Não preciso sentir nada para acreditar que estou no nível certo".
Segundo o piloto da Aston Martin, ele ainda obtém essa confirmação fora da F1. No auge do automobilismo, um piloto depende em grande parte da competitividade de sua equipe, mas Alonso diz que suas participações em outros carros e categorias continuam a confirmar que a velocidade pura ainda está lá.
"Se eu for a uma pista de kart e não for o mais rápido, então ficarei preocupado. Se eu for pilotar um carro de GT e não for o mais rápido, ficarei preocupado, e coisas desse tipo. Enquanto isso, estou fazendo isso e ainda sou o mais rápido, então, quando chego ao fim de semana de F1, é apenas uma questão de tempo até eu ter um carro melhor".
Fernando Alonso, Aston Martin Racing
Foto: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images
É também aí que Alonso diz que ainda encontra sua motivação aos 44 anos.
“Estou esperando pela oportunidade e, enquanto isso, tentando ajudar a equipe. E não perder a vantagem competitiva que você precisa ter na F1. Então, pilotar em diferentes categorias, diferentes carros, testar a si mesmo em diferentes categorias e diferentes carros, e sentir-se competitivo", concluiu.
A Aston Martin terá que “aguentar firme” nas primeiras corridas europeias
Em relação às dificuldades coletivas da Aston Martin, o diretor de pista Mike Krack enfatizou que a equipe tem um papel importante a desempenhar no gerenciamento dos níveis de frustração de ambos os pilotos, especialmente porque o progresso continua demorando.
“Os pilotos são aqueles que mais precisam ser protegidos, porque você faz a mesma pergunta para eles toda quinta, sexta, sábado e domingo. E depois, na semana seguinte, de novo”, disse Krack.
“Então, para eles, é muito difícil ser repetitivo e dar a mesma resposta todas as vezes. Por isso, acho que, como já disse em Xangai, precisamos proteger os pilotos disso. Porque eles acumulam essa frustração por estarem na parte de trás do pelotão".
Fernando Alonso, Aston Martin Racing
Foto de: Guido De Bortoli / LAT Images via Getty Images
A dupla da Aston Martin terá que esperar até o verão europeu (inverno no Brasil) para receber grandes atualizações no AMR26 e sabe que as próximas semanas provavelmente serão difíceis, especialmente com as corridas se sucedendo em ritmo acelerado.
“Então, trata-se de lidar com isso, lidar com essa situação. Acho que, com as corridas se aproximando, teremos uma alta frequência de corridas agora na temporada europeia, teremos que aguentar firme”, admitiu Krack.
“Mas tivemos uma reunião com a equipe esta manhã. O ânimo está muito bom porque somos honestos sobre a situação. Estamos cientes e discutimos isso".
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Fonte original: Motorsport.com Brasil - F1