
Oscar Piastri e Sergio Perez chamaram atenção para uma dificuldade pouco debatida na
Fórmula 1, envolvendo pilotos nascidos fora da Europa. Segundo os dois competidores, o maior desafio não está em vencer corridas ou disputar títulos, mas sim em conseguir chegar à categoria.
Atualmente, apenas sete dos vinte e dois pilotos do grid da Fórmula 1 nasceram fora da Europa, número que evidencia as barreiras enfrentadas por jovens talentos de outros continentes. O tema ganhou destaque durante uma conversa sobre a ausência recente de campeões mundiais não europeus, algo que não acontece desde o título de Jacques Villeneuve em 1997.
Perez destacou que a trajetória rumo à Fórmula 1 é naturalmente mais simples para pilotos europeus, por conta da estrutura das categorias de base: “O caminho até a F1 é definitivamente mais fácil para um piloto europeu porque tudo é baseado na Europa”, afirmou o mexicano.
O piloto da Cadillac relembrou ainda as dificuldades de precisar deixar seu país ainda muito jovem para perseguir uma carreira internacional: “Quando você vem de fora da Europa, precisa chegar aqui muito cedo, e existem outras questões envolvidas nisso”, acrescentou.
Segundo Perez, porém, a situação muda depois que o piloto consegue alcançar a Fórmula 1. Para ele, as oportunidades dentro da categoria acabam ficando equilibradas, e o sucesso passa a depender muito mais do momento vivido pelo piloto e pela equipe: “Na Fórmula 1 depende muito de como as coisas acontecem e do momento da sua carreira com a equipe. Se você estiver no lugar certo, na hora certa, então pode ser muito bem-sucedido”, afirmou o mexicano. Ele ainda ressaltou que vários pilotos não europeus já tiveram sucesso na categoria ao longo da história.
[caption id="attachment_547946" align="alignnone" width="2000"]

Foto: XPB Images[/caption]
Piastri, que também precisou se mudar da Austrália para a Europa durante sua trajetória nas categorias de base, concordou com a avaliação do mexicano. O piloto da McLaren afirmou que deixar seu país ainda jovem provavelmente foi o maior desafio de sua carreira até chegar à Fórmula 1.
O australiano também destacou que, uma vez no grid, existem vantagens em representar sozinho seu país dentro da categoria: “Eu e Checo, por exemplo, somos os únicos dos nossos países no grid. Existem pontos positivos nisso”, afirmou. Ainda assim, Piastri reforçou que o caminho até a Fórmula 1 exige decisões difíceis e desafios extras para pilotos nascidos fora da Europa.
Fonte original:
F1 Mania