A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) segue procurando formas de garantir a realização do GP do Bahrein ou do GP da Arábia Saudita ainda na temporada 2026 da Fórmula 1. Caso os conflitos no Oriente Médio se intensifiquem até o fim do ano e isso não seja possível, Mohammed Ben Sulayem, presidente da entidade, também não descartou antecipar o retorno do GP da Turquia.
A informação é do portal RacingNews365, desta quarta-feira (6). De acordo com o veículo, a categoria estuda encaixar uma das duas etapas no fim de semana de 2 a 4 de outubro, exatamente o intervalo entre os GPs do Azerbaijão e de Singapura. Outra opção, no entanto, seria uma sequência de quatro corridas no fim do ano, a partir do GP de Las Vegas, agendado para 21 de novembro.
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Se o segundo caso se concretizar, a ideia é competir em Sakhir ou Jedá entre os GPs do Catar e de Abu Dhabi, em 6 de dezembro, data originalmente programada para receber a prova em Yas Marina. Desta forma, a última etapa da temporada seria transferida para o fim de semana seguinte, concluindo o campeonato em 13 de dezembro.
Entretanto, dependendo do desenrolar dos conflitos no Oriente Médio, as corridas no Catar e em Abu Dhabi também estão em risco. Por isso, Ben Sulayem cogitou até mesmo a possibilidade de realizar uma prova na Turquia, que teve o retorno ao calendário confirmado há alguns dias.
“Em relação ao Catar, poderíamos adiar uma semana, ajustar tudo. Caso contrário, talvez possamos ter a Turquia neste ano, se ela concluir o processo de homologação e atender aos demais requisitos”, disse o presidente da FIA em conversa com o RN365. “Do ponto de vista logístico, é uma questão de qual é o melhor cenário. Estamos consultando os promotores. Trata-se de decidir para onde queremos ir, e vamos tentar viabilizar isso, mas não à custa de sobrecarregar nossa equipe. Isso seria demais”, acrescentou.

Sobre a possibilidade de cancelar as provas no Catar ou em Abu Dhabi, afirmou que “há uma questão maior do que apenas o automobilismo. É a forma como vivemos, as mudanças, o estresse naquela região. Se falarmos da liderança local, como governo, a maneira como lidaram com a situação, sem retaliar, foi muito sábia. É preciso força para não reagir dessa forma. O esporte pode esperar. O que é mais importante? As pessoas ou o automobilismo? Ou qualquer esporte? As pessoas são sempre a prioridade”.
“Esperamos que isso termine em breve, para que possamos voltar ao normal e não viver dessa maneira, com esse estresse. Deus nos livre, mas se isso se estender até outubro, novembro, simplesmente não iremos, porque segurança e proteção vêm em primeiro lugar”, concluiu o mandatário da FIA.
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Fonte original: Grande Prêmio