Grande Prêmio

Red Bull acerta bússola e encontra Norte interessante na F1 com melhorias em Miami

A Red Bull ainda tem um caminho a trilhar para entrar de vez na briga contra as principais rivais na Fórmula 1 em 2026, mas é inegável que os taurinos deram um passo à frente com as atualizações levadas para Miami O post Red Bull acerta bú…

Red Bull acerta bússola e encontra Norte interessante na F1 com melhorias em Miami
Max Verstappen (Foto: Red Bull Content Pool)

Depois de estar completamente perdida nas três primeiras etapas da temporada 2026 da Fórmula 1, a Red Bull aparentemente encontrou um Norte a seguir com as melhorias feitas no GP de Miami, quando a equipe, pelo menos, consolidou-se como quarta força do grid e viu Max Verstappen dar trabalho à Mercedes, McLaren e Ferrari. Claro, toda cautela é pouca, já que agora será importante analisar como o RB22 se comporta em uma pista diferente, como a do GP do Canadá deste fim de semana. De qualquer maneira, foi o suficiente para ligar o alerta nas rivais.

A chegada de um novo regulamento marcou também o início de um novo desafio particular para os taurinos, que decidiram fechar uma parceria com a Ford para fabricar a própria unidade de potência pela primeira vez na história — um passo ousado e que até aqui se provou muito bem-sucedido. Isso porque, ainda que uma informação oficial a esse respeito venha somente depois da prova em Montreal, quando a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgar o ranking das chamadas Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualizações (ADUO, da sigla em inglês), acredita-se que o time taurino possua o segundo melhor motor, muito próximo do das Flechas de Prata, reconhecidamente o mais forte.

Contudo, do que adianta ter um propulsor rápido se o projeto aerodinâmico não acompanha o mesmo desempenho? Era exatamente esse o cenário da Red Bull nas corridas antes da pausa forçada da F1 em abril. Naquele momento, estimava-se que o chassi era responsável por 80% do déficit de 1s que o time de Milton Keynes tinha em relação aos principais rivais, o que fez com que Verstappen e Isack Hadjar se encontrassem perdidos no meio do pelotão intermediário, sofrendo para superar Alpine, Haas e até mesmo a Racing Bulls, a irmã pequena de Faenza.

No GP da Austrália, que abriu o certame, o francês abandonou por questões de confiabilidade, enquanto o tetracampeão mundial fez ótima prova de recuperação para cruzar a linha de chegada em sexto, mais de 54s atrás de George Russell, o vencedor. O fim de semana sprint na China também não trouxe muitas alegrias e, desta vez, foi o neerlandês quem foi para a garagem mais cedo devido a problemas de refrigeração no Sistema de Recuperação de Energia (ERS), com o colega do #6 concluindo na oitava posição, perdendo para nomes como Oliver Bearman, Pierre Gasly e Liam Lawson.

A primeira vez que ambos concluíram uma corrida foi no Japão, apesar de o resultado ter sido bem tímido: Verstappen terminou em oitavo, 32s677 em relação ao primeiro colocado Andrea Kimi Antonelli, e Hadjar recebeu a bandeira quadriculada em 12º. O fracasso das atualizações levadas para o Circuito de Suzuka colocaram Pierre Waché na corda bamba, já que o antigo braço direito de Adrian Newey passou a ser a principal referência no desenho do chassi — que, além de toda falta de equilíbrio, estava 12 kg acima do peso mínimo, estipulado em 768 kg em 2026. As melhorias preparadas para Miami se tornaram decisivas para a continuidade do trabalho do diretor-técnico.

E foi assim que a Red Bull desembarcou na pista estadunidense com muitas mudanças no RB22: asa dianteira, dutos de entrada e saída próximos às rodas, entradas do sidepod, assoalho, cobertura do motor e asa traseira — que provavelmente foi a que mais chamou atenção, já que replica o estilo Macarena apresentado inicialmente pela Ferrari lá nos testes do Bahrein. Cópia ou não, a verdade é que o conjunto como um todo funcionou muito bem, pelo menos nas mãos do tetracampeão.

Red Bull apresentou evolução interessante no GP de Miami (Foto: Red Bull Content Pool)

Depois de um ótimo quinto lugar na sprint, Verstappen surpreendeu ainda mais ao garantir o segundo lugar no grid de largada da corrida principal, atrás somente de Antonelli. Embora tenha cometido um erro logo no trajeto entre as Curvas 1 e 2, o que abriu caminho para uma briga exclusiva entre o italiano da Mercedes e a dupla da McLaren, o neerlandês trabalhou muito bem com a equipe na estratégia e conseguiu se recuperar, cruzando a linha de chegada mais uma vez no top-5.

Mas em meio ao entusiasmo, uma questão antiga voltou a dar o ar da graça: no momento em que o carro fica melhor para Max, o segundo piloto passa a ter mais dificuldades. Hadjar, de fato, teve um fim de semana para esquecer em Miami. O jovem francês ficou longe de replicar as boas performances das etapas anteriores e se viu incapaz de acompanhar o ritmo do companheiro de equipe — e para piorar, ainda foi excluído da classificado devido a uma falha técnica do time de Milton Keynes.

A cereja no bolo foi a batida logo nas primeiras voltas de domingo, o que deixou o #6 extremamente irritado. Mas provavelmente foi apenas uma etapa ruim, já que o próprio Isack declarou que estava se sentindo mais confortável a bordo do RB22, que, novamente, provou que não estava tão desequilibrado assim como no início do campeonato. E até mesmo Mekies, chefe da esquadra, garantiu que não estava preocupado com a situação do titular, apostando em uma recuperação no Canadá.

Como toda cautela é pouca, será importante analisar o desempenho da Red Bull no Circuito Gilles Villeneuve neste fim de semana, um traçado bem diferente daquele próximo ao Hard Rock Stadium. É bom destacar que a corrida de desenvolvimento vai ditar o ritmo da temporada 2026, primeiro ano desse regulamento, então será crucial para a escuderia austríaca acompanhar o compasso das rivais — algo que parecia impossível até pouco tempo, com saídas de nomes importantes e Waché, principal referência nesse sentido, bastante pressionado.

Max Verstappen voltou a ser competitivo contra principais rivais (Foto: Red Bull Content Pool)

É cedo demais para falar que a equipe finalmente encontrou a tão sonhada estabilidade e que agora está tudo certo — longe isso. A impressão, contudo, é que o pior já passou e que existe uma luz no fim do túnel. Em outras palavras, os taurinos acertaram a bússola e encontraram um Norte a seguir — mas a viagem ainda é longa, e com certeza contará com alguns percalços.

A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 22 a 24 de maio, com o GP do Canadá, quinta etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REALalém de classificações e corridas em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

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SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre 113:3015:3017:3018:30
Classificação Sprint17:3019:3021:3022:30
Corrida Sprint13:0015:0017:0018:00
Classificação17:0019:0021:0022:00
Corrida17:0019:0021:0022:00

*Horário de Brasília

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